Invest Barbados



O Setor de Seguros Cativos de Barbados

 

EC: Conte-nos um pouco sobre o desenvolvimento do Setor Cativo em Barbados. 

 

NC: O Setor Cativo em Barbados já existe há mais de 30 anos, desde a época em que inauguramos um escritório para a Marsh Captive Solutions. O crescimento do setor, em seus anos de formação, foi auxiliado pela isenção do Imposto Federal sobre Consumo, o que fez com que várias Cativas dos EUA se estabelecessem naquela época. Depois que a isenção foi retirada, o crescimento dos negócios dos EUA diminuiu o seu ritmo. Contudo, o tratado fiscal com o Canadá apoiou o crescimento das Cativas daquele país. Embora o Canadá tenha assinado recentemente acordos de trocas de informações de impostos com vários países, o que reduziu a vantagem competitiva que Barbados tinha para as Cativas dos canadenses, através de nossa história significativa com o Canadá e o reconhecimento recebido naquele país, nós conseguimos manter a nossa posição como um domicílio de escolha para o Canadá. Mais recentemente nós assinamos um tratado com o México e estamos trabalhando para desenvolver o mesmo com outros países da América Latina. Nós vemos esta região como uma área de crescimento para Barbados no futuro. 

 

EC: Para onde o setor de Cativas está indo e qual é a tendência atual do setor?

 

NC: Nós gostaríamos de ver um aumento no número de novas formações em Barbados e temos buscado mercados fora do Canadá para conseguir fazer esta mudança. Eu acredito que desenvolver os negócios na América Latina ajudaria a apoiar o nosso crescimento como um domicílio. Além disso, os proprietários de Cativas já existentes em Barbados vêm explorando os outros usos para as suas Cativas, entre eles se devem procurar outras linhas de negócios, tais como os benefícios aos empregados e a área cibernética. Muitas das Cativas estão considerando firmar estas novas coberturas e nós temos encorajado os nossos clientes a considerar coberturas sofisticadas que poderiam ser relevantes para eles. Além disso, alguns tem olhado para a possibilidade de tomar limites mais altos para os riscos que eles já estão assumindo.

 

EC: Como Barbados está posicionada para atrair novas Cativas?

 

NC: Durante os últimos 30 anos nós construímos uma infraestrutura sólida, baseada em nossa longa história no setor de Cativas. Em particular, devido à grande quantidade de negócios internacionais na ilha, nós temos atraído uma profusão de profissionais para o domicílio. Em termos do mercado canadense, todos os bancos canadenses bem vistos possuem uma presença aqui e este reconhecimento de marca ajuda a atrair novos negócios. A nossa Conferência da Semana Internacional de Negócios anual conta tanto como palestrantes locais quanto internacionais e nós estamos seguros de que os eventos futuros atrairão ainda mais delegados internacionais. E é claro que nós temos uma nova legislação, a qual expande a nossa oferta de produtos.

 

EC: O que há de novo na Legislação e na Regulamentação das Cativas em Barbados?

 

NC: Com efeito a partir de fevereiro de 2016, Barbados colocou em vigor uma legislação que possibilita o estabelecimento de Companhias Estruturadas em Células (CECs) e, com isso, oferece aos investidores globais mais um motivo para fazer negócios em Barbados. Esta legislação das CECs, diferentemente da legislação existente das células segregadas, permite que cada célula da estrutura seja vista como uma entidade separada, com os seus próprios ativos, governação corporativa e responsabilidade legal limitada dentro da célula. As CECs são bastante flexíveis, de custo eficiente e, uma vez incorporadas, podem estabelecer qualquer número desejado de células. Desde 2011 Barbados vem oferecendo uma legislação de companhias de células segregadas para os que estejam interessados neste produto. Desde que seja feito dentro das exigências da lei, as células das CECs estabelecidas aqui podem ser transferidas para células segregadas ou vice-versa. Este é mais um exemplo do comprometimento de Barbados em manter uma legislação moderna e progressiva em seu domicílio e em criar novos produtos como parte dos nossos negócios internacionais e das ofertas de serviços financeiros. Em termos de regulamentação, as empresas seguradoras cativas são reguladas pela Comissão de Serviços Financeiros (CSF), a qual é uma entidade regulatória integrada, estabelecida em abril de 2011 por meio da Lei da Comissão de Serviços Financeiros de 2010. A CSF é responsável por supervisionar e regular as instituições financeiras não-bancárias em Barbados, incluindo as companhias de seguros licenciadas ou registradas sob a Lei de Isenção dos Seguros, Cap. 308A, e a Lei dos Seguros, Cap. 310. Portanto, as Cativas em Barbados estão sob o escopo da CSF e o setor desfruta de uma boa relação profissional com o órgão regulador.

 

Nota de rodapé:  Ezra Catwell (EC), Diretor de Facilitação dos Investimentos da Invest Barbados, entrevistou Nicholas Crichlow (NC), da Marsh Captive Solutions.

 

Fonte:  Barbados International Finance & Business 2017

 

 



 

 



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